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Extrema pobreza no mundo cai para menos de 10% pela primeira vez

Menos de 10% da população mundial vive em condições de extrema pobreza, afirma o novo relatório do Banco Mundial. Ao final de 2015, apenas 9,6% das pessoas terão menos de US$ 1,90 por dia para sobreviver. É o menor índice já registrado, mesmo com a o aumento do índice considerado mínimo, que antes era de US$1,25.

O novo patamar representa uma queda de 3,2 pontos percentuais em relação a 2012, quando 12,8% da população vivia abaixo da linha da extrema pobreza. A redução da pobreza no Leste da Ásia e no Pacífico foram considerados alguns dos principais fatores para a melhora do índice. A região, que em 1990 tinha 60% de sua população vivendo em condição de extrema pobreza, hoje ostenta o índice de 4,1%.

Porém, o relatório do Banco Mundial alerta para uma “crescente concentração da pobreza global na África sub-saariana”, onde a extrema pobreza afeta 35,2% da população da região e representa metade da população mundial que vive nessa condição.

“Nós somos a primeira geração capaz de acabar com a extrema pobreza na história da humanidade”, afirma Jim Yong Kim, presidente do Banco Mundial. Mas ele alertou que o progresso a partir de agora seria “extremamente difícil, especialmente em um período de crescimento global lento, mercados financeiros voláteis, conflitos, altos índices de desemprego entre jovens e o crescente impacto das mudanças climáticas”.

A ONU estabeleceu recentemente a meta de acabar com a extrema pobreza no mundo até 2030, como parte de seus Objetivos Globais.

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